É engraçado como quando você não tem uma vida boa acaba transformando-a em literatura para de alguma forma tentar torná-la mais suportável. Dessa maneira e com esse propósito eu falei e falei sobre coisas, pessoas, acontecimentos, idéias, sensações. Mas não tenho mais essa obrigação. Como Beckett dizia, a obrigação de falar na esperança de poder me calar um dia. E agora posso. Poderia estar calado. Mas quero falar, e não sobre isso; quero falar sobre o tudo de novo, que é novo por uma outra vez. Tenho uma outra sala agora, tenho outros novos amigos; são outras gostosas, outras brejas da atlética, ela não surge nem de perto com a mesma freqüência. Que bom, eu digo. Essa situação é tudo o que eu precisava afinal. Porque esse lugar novo é o meu lugar de fato, essa casa limpa que não é mais um ninho é o que eu queria no fundo, e até minha barba ruiva que me dava meu nome de falcão se foi. Essa parte não deveria ser a dezesseis, deveria ser a parte um de um novo volume. Escrito com outro propósito que não é me salvar de minhas próprias idéias, e sem peso. Porque é assim que devia ser. E é assim que será. Por no mínimo quarenta e sete vezes.
terça-feira, 23 de março de 2010
Diário de um Falcão, ano dois
Parte... dezesseis? Tudo de novo, outra vez
É engraçado como quando você não tem uma vida boa acaba transformando-a em literatura para de alguma forma tentar torná-la mais suportável. Dessa maneira e com esse propósito eu falei e falei sobre coisas, pessoas, acontecimentos, idéias, sensações. Mas não tenho mais essa obrigação. Como Beckett dizia, a obrigação de falar na esperança de poder me calar um dia. E agora posso. Poderia estar calado. Mas quero falar, e não sobre isso; quero falar sobre o tudo de novo, que é novo por uma outra vez. Tenho uma outra sala agora, tenho outros novos amigos; são outras gostosas, outras brejas da atlética, ela não surge nem de perto com a mesma freqüência. Que bom, eu digo. Essa situação é tudo o que eu precisava afinal. Porque esse lugar novo é o meu lugar de fato, essa casa limpa que não é mais um ninho é o que eu queria no fundo, e até minha barba ruiva que me dava meu nome de falcão se foi. Essa parte não deveria ser a dezesseis, deveria ser a parte um de um novo volume. Escrito com outro propósito que não é me salvar de minhas próprias idéias, e sem peso. Porque é assim que devia ser. E é assim que será. Por no mínimo quarenta e sete vezes.
É engraçado como quando você não tem uma vida boa acaba transformando-a em literatura para de alguma forma tentar torná-la mais suportável. Dessa maneira e com esse propósito eu falei e falei sobre coisas, pessoas, acontecimentos, idéias, sensações. Mas não tenho mais essa obrigação. Como Beckett dizia, a obrigação de falar na esperança de poder me calar um dia. E agora posso. Poderia estar calado. Mas quero falar, e não sobre isso; quero falar sobre o tudo de novo, que é novo por uma outra vez. Tenho uma outra sala agora, tenho outros novos amigos; são outras gostosas, outras brejas da atlética, ela não surge nem de perto com a mesma freqüência. Que bom, eu digo. Essa situação é tudo o que eu precisava afinal. Porque esse lugar novo é o meu lugar de fato, essa casa limpa que não é mais um ninho é o que eu queria no fundo, e até minha barba ruiva que me dava meu nome de falcão se foi. Essa parte não deveria ser a dezesseis, deveria ser a parte um de um novo volume. Escrito com outro propósito que não é me salvar de minhas próprias idéias, e sem peso. Porque é assim que devia ser. E é assim que será. Por no mínimo quarenta e sete vezes.
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