domingo, 17 de outubro de 2010

um pequeno pedaço de ficção (ou não).

Já fazem cinco meses, duas semanas, e dois dias. Desde aquele sábado em que a gente viu um filme junto. Aí depois se passou aquele tempão de mãos dadas e olhares tímidos e bobos, até aquela hora mais crítica de todas. Você virou o rosto. Eu insisti. Eu acho que sei quando insistir, pelo menos com você. Se bem que ultimamente não tem funcionado muito, o tempo é pouco. E pelo tempo ser pouco, falta aquilo pra gente. Aquele nada. Aí dois meses depois daquele sábado a gente tava deitado um olhando pro outro, e no fundo dos seus olhos eu via o castanho mais castanho, mas também via algo como luz do sol derramada por uma planície inteira. Imagina. Campos de trigo. O vento do final da tarde do horário de verão soprando. Nunca te perguntei se você prefere horário de verão ou normal. Mas a gente correndo pelo trigo como se nada ou ninguém no mundo inteiro fosse fazer a mínima diferença pra gente naquele momento. O mundo seria nosso. O mundo ainda é nosso. Em todas aquelas horas em que eu te olho e te beijo e não canso de olhar para você nunca, e a madrugada passa em um piscar de olhos. Passamos várias dessas. Na verdade eu queria ter passado mais. Porque olhando daqui agora, a maioria das minhas memórias são tudo aquilo que eu queria ter feito. Queria ter passado mais madrugadas com você. Qualquer momento serve na verdade. E só um beijo a mais. Boa noite.

sábado, 16 de outubro de 2010

and why do we like to hurt so much?

a gente gosta de se machucar tanto porque termina não percebendo os limites dos outros pra coisas que a gente acha que vai fazer bem e termina se decepcionando, aí ninguém tem culpa na verdade, só fica aquela coisa esquisita e involuntária e indesejada, mas enfim, é uma coisa que a gente gosta sem saber que gosta.


pra sá.