terça-feira, 13 de setembro de 2011

suspense.

aquele frio na barriga que aparece quando não se sabe o que pode aparecer. imagino o que é maior; é o número de tipos de coisas diferentes que podem aparecer, ou é o número de tipos de coisas diferentes que se pode imaginar? nessa hora estão indo embora, e ao mesmo tempo estão chegando.

domingo, 11 de setembro de 2011

chocolate

coisinha gostosa. pequeno adorno. pode ser como uma lata de cerveja, ou uma maçã, ou qualquer outra irrelevância momentânea. chamar isso de irrelevância é um erro enorme da minha parte, porque naquele momento é a coisa mais relevante do universo inteiro. o universo inteiro. li em algum lugar sobre pandeísmo, a idéia de que deus é o universo - como ele era onisciente, sabia de tudo que poderia acontecer, exceto de como seria a existência sem sua própria existência. perturbado por isso, ele se suicidou, explodindo - o big bang. então eu sou deus, e a tela aonde escrevo também, e o mendigo no quarto, e tudo que vejo. beleza, aí tem o rolê da relevância do chocolate. porque ele é tão deus quanto eu, ou você. mas qual o sentido disso tudo? vejo como irrelevante. um pequeno adorno.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

foi, vai ser, tá sendo.

de tanto repetirmos essa frase que saiu de um vídeo engraçado ela virou lugar comum. mas não é só uma frase engraçada, diz muito sobre continuidade. gostei, vou gostar, estou gostando. gostei de você pelos momentos junto e toda a fumaça e a vodka e as risadas. vou gostar de você quando te ver de novo - essa certeza é uma das poucas que tenho. e estou gostando porque sinto saudades. daquilo que foi. vai ser. tá sendo. como eu vi em um filme, você não é o que faz, mas sim seu passado. relaciono com aquela idéia de self narrativo. então também sou um pedaço de você que está em mim. um pedaço de todas as pessoas. como vi em outro filme, todos somos a mesma coisa, o mesmo lençol; e esse turbilhão de coisas juntas vai e afastando da idéia inicial. mas escrever é contar uma narrativa, e a idéia surge enquanto se escreve, a partir do que escrevi. e vou escrever. e estou escrevendo. mas esse negócio de verde e cinza não sai da cabeça nem chega a uma conclusão. mas nada se conclui, não é? tartarugas profundas. vodka e fumaça. ainda não acabou. só vai acabar quando eu morrer. e sou invencível enquanto estiver vivo. fui, vou ser, estou sendo. e o cinza é aquele lugar pra onde o vento nos leva - acho que mesmo sem a coragem - pra nos fazer perceber o quanto o verde é bom. de novo, saudades.

ps. dedicado a livia kuga e victoria penachini