sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

o eterno retorno.

quando se é férias, invariavelmente caímos num ciclo. de ter coceirinhas em tais horários e acabar se entregando à repudiada prática do alcoolismo. "é de boa, velho", costumo dizer. bom, não importa, a gente termina repetindo as mesmas coisas, fazendo o mesmo no mesmo lugar invariavelmente - pode-se tentar escapar, mas é andar em círculos. repetir as mesmas coisas, quando são agradáveis, e como diz um cartaz pregado na parede de uma rep que não tem nome além de "ei, carvão, vai tomar no cu" - e que tem sido um lugar repetitivo nesses dias: "to alcohol. the nights we'll never remember and the friends we'll never forget". exata frase. única coisa que lembrarei sobre essas noites é que fizemos sempre a mesma coisa, mas... não foi o mesmo na verdade, né?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

o que eu faço?

uma caloura me perguntou o que eu faço da vida. respondi que era traficante de armas e órgãos. ela perguntou de novo. respondi que fazia psico. umas trinta horas depois, lembrei disso. comecei a pensar o que eu faço da vida. faço textos, listas, bagunça. agito festas. faço piadinhas e besteiras. faço caminhadas, serviços de buscar ou entregar coisas. faço entrevistas, filantropia, uma rádio, e provas malfeitas na faculdade. faço lucro para a padaria, visto que frequentemente fico acordado até depois das seis e vou lá comer, como agora. a filantropia era mentira, o resto não. inclusive o tráfico de órgãos.