sexta-feira, 20 de maio de 2011

quarta leva.

por algum motivo, aqueles dias em que não se dorme eu chamo de épicos. quando se passa o alvorecer e ainda não fomos dormir. por conta de um compromisso cedo. e tenho a dizer, o que torna o dia épico não é o dia seguinte depois, é aquele que veio antes. porque pra se estar acordado sete da manhã a madrugada tem que ter sido boa. ou só divertida. e aqueles três pão de queijos, a pura crema. mas o que exatamente estou fazendo aqui? matando o tempo, por conta de um compromisso cedo. eu queria muito dormir agora. mas, estivesse dormindo, não faria isso agora. não estaria aqui registrando cada bobagem que eu penso pra ninguém que lerá. é a essência de falar sozinho, não?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

sorte.

hoje caiu algo no meu colo. como eu comentei com bunzito na hora que a gente esperava a cerveja, é como a filó subir no colo. mas ao invés de subir, desce. é muita sorte. é uma das coisas mais estapafúrdias que já ouvi e vivi, mas essa única coisa se deve à única sorte que temos. cada um é diferente dos outros, não por uma razão físico-química sei lá, mas só pelo fluxo dos acontecimentos que é diferente pra cada um. aí está a graça né. aí já são mais de seis e eu ainda estou acordado. é coisa do dia épico, é a mania de não querer que se acabe nunca. mas qual a diferença desse dia para os outros? sei lá. não me importo. hoje a sorte foi tão boa comigo que eu quero mais é que se foda. adoro minha vida. me divirto um monte. e eu gosto é de sorrisos, e dias épicos. mesmo que sejam iguais aos outros. todos os outros. nada muda. só o nosso humor.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

conduta moral

meu código moral se baseia em seis princípios. lá vai:

1. "quem tava lá sabe."
qual o valor que se dá à história? qual o valor que se dá ao que os outros dizem para a gente? qual o valor que se dá a qualquer afirmação estapafúrdia? quem pesa as coisas é quem ouve. você acredita no que quiser. os únicos que podem afirmar algo com certeza são aqueles que viram a cena em questão. quem tava lá sabe.

2. "se você quiser alguma coisa bem-feita, faça você mesmo."
implica em três coisas: iniciativa, objetividade e responsabilidade. não fique esperando que façam as coisas por você. faça o que tem que fazer logo, não largue por aí. e se você fez alguma coisa, é porque quis bem-feita, então assuma a responsabilidade por isso.

3. "receba com simplicidade tudo que acontece com você."
mesmo sendo responsável pelo que você faz, ainda existe todo o resto do universo que você não controla. todo tipo de coisa irá acontecer o tempo todo. não se deve esperar nada do mundo; mas aceite o que ele lhe trouxer. ver o lado bom das coisas. sorrir quando não se pede um sorriso.

4. "enquanto você não fez uma escolha, tudo é possível."
cada decisão que se faz significa uma vida nova começando. assim como somos responsáveis pelas ações que tomamos, somos pelas escolhas que fazemos. mas as possibilidades não acabam nunca. tudo é possível.

5. "o escoteiro tem uma só palavra, sua honra vale mais do que sua própria vida."
o importante mais que tudo é manter-se consistente consigo mesmo. manter a palavra. fazer o que você diz que vai fazer. ser verdadeiro no que fala. é o mais difícil. também o mais essencial.

6. "vocês se foda."
existem três tipos de pessoas; nós, vocês e eles. pra eles eu não dou a mínima, eles não mudam minha vida e eu não mudo a deles. pra nós, tudo; tamo nessa junto, eh nois. e vocês, sinceramente, se foda.

adendo:
há um meta-princípio. "quem tem moral não precisa de ética."

sábado, 12 de março de 2011

"i love you more than songs can say",

é uma frase que acabei de ouvir em uma música. aí eu imaginei o volume imenso de coisas que não acontecem porque são mais do que se pode colocar em uma música, ou em uma fala; ou em uma ação. a gente tenta mostrar coisas o tempo todo, pra nós mesmos e para os outros. a questão é que não entendemos nem o que falamos dentro da própria cabeça, imagina então o que entendem do que eu falo fora dela. i say more than what i say can say. nem sei se isso tem sentido gramatical. eu não entendo inglês.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ourinho, veja essa.

depois de ficar pensando sobre os motivos por quais se acha um cara mala - no fundo é porque pessoas de 11 a 15 anos tendem a ser imbecis - na verdade não são imbecis, são apenas crianças. aí como eu to escrevendo no computador do ourinho, tracei uma comparação - natural; entre os motivos por quais se acha um cara mala, e por quais se acha um cara gente boa. há a história do assunto em comum; e a história do amor à primeira vista. não necessariamente amor, mas qualquer impressão que sempre se tem na primeira vez. aí hoje eu encontrei uma pessoa pela segunda vez, e constatei que depende muito da circunstância externa. além dessa, a circunstância interna de cada um desses dois que se encontram. no final das contas a conjuntura cósmica manda um monte. aí cheguei a um insight. comparar o primeiro encontro com o segundo é como comparar o primeiro ano de faculdade com o segundo. isso até foi um assunto no buteco hoje; eu sempre defendi que o segundo ano é melhor que o primeiro, mas na questão do encontro eu ainda acho que o primeiro vale mais. é um negócio muito dahora conhecer pessoas, né?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

da-da-doot-n just dance

andrezza me disse ontem (e não foi a primeira vez no ano) "nossa miguxo, você tá otimista". bah acho que é verdade. esses dias eu me liguei - acho que pelo menos eu falei em voz alta, e externalizar faz uma puta diferença - de como o mundo não vai mudar nunca. o cenário que a gente tem vai ser o mesmo de quando a gente morrer. o capitalizm engloba as coisas e transforma em negócio. mas isso não importa. a questão é que a gente só tem essa vida pra fazer as coisas. essa de agora, mesmo. então, dance. pire nas coisas. dance e sorria.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

acabei de olhar pro relógio.

são 9:39. do domingo. só que na minha cabeça ainda é sábado porque eu não fui dormir ainda. vêm um único motivo à cabeça: nas férias não se existe compromisso nenhum pra comparecer então o horário de fazer as coisas não tem a mínima importância. eram umas sete da manhã quando saí com pedrinho para comprar quatro litrões de cerveja. conforme a gente tomava o último agora há pouco o vizinho da frente estava (e ainda está) lavando o carro. e aí como acabou a breja acabou a amizade - o velho ditado - pedrinho foi dormir. to aqui na sala. coloquei um sol alto pra despertar. porque ouvi uma velha história em que o melhor a se fazer às vezes é resetar o relógio biológico circadiano, então minha meta é ficar acordado até as dez da noite. vamo ver o que rola. porque daqui a 24 horas cocotinhas chorarão - mais uma das palas que eu e pedrinho adotamos. é aí que eu termino pensando como é fácil dar risadas e se divertir na vida. é só levar as coisas menos a sério. como eu disse hoje, é a maravilha de fazer coisas que o senso comum vai contra.