sexta-feira, 19 de agosto de 2011

dar, e receber.

faz-me pensar sobre como é ter uma coisa por muito tempo, posteriormente pedir por ela e tê-la negada. é sentir-se como o bebê que teve a chupeta tirada. é um vazio. e ainda mais quando houve sede ao pote que foi negado. mas, porque tem que ser assim? essa negação não é puro instinto de morte, nirvana, querer se manter longe do que tem algum efeito? agressividade reprimida - como era no século passado quando freud começou a trabalhar, mas de forma diferente - e seguimos em diante. será que ao invés de reprimirmos a agressividade reprimimos a sexualidade? - como era antes. agora especificamente me sinto sozinho. as pessoas foram pra longe atrás de seus próprios interesses. e sombras passam. simulacros.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

diário de um falcão.

eu tento me manter longe desse nome porque me traz uma lembrança ruim. e quanto tempo fiquei investindo nisso, cavando com a finalidade de encontrar algo que não existe. e porque fazer tudo de novo, all over again? quarta-feira. vazio puro. saudade. borboletas no estômago. e a cabeça que continua em mil lugares mas ainda habita um só. sucesso. ilusão. vontade de passar por tudo de novo, não pra fazer outras escolhas, mas simplesmente porque foi bom. "maybe then we'll remember to slow down, at all of our favorite parts". "all i wanted was you". cinedramático.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

sobre o que exatamente, eu não sei.

é uma agonia constante com as coisas que tem acontecido, misturada a uma felicidade - um open bar de felicidade - que transborda. mas não parece que transborda para fora, como faria sentido. ela escoa e eu continuo quieto, sorrindo ou não. porque há a agonia do não saber o que fazer com essa felicidade e pra onde seguir e que atitude (tentar) tomar. esse ponto do tentar eu acho importante, porque a própria limitação que faz com que a felicidade transborde - se o copo fosse infinito ela não transbordaria, né? - me impede de fazer várias coisas. falta... sei lá. outra coisa que não sei. parece que uma névoa me impede de perceber o que está acontecendo na verdade. ou talvez esse perceber que falta seja apenas criar; escrever a história ao invés de descobri-la. e qual minha perspectiva? uma festa aonde a chance de acontecer alguma coisa é a mesma de não acontecer nada? tenho que fazer o que posso. e o título da postagem é mentira, eu sei do que estou falando sim.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

na floresta.

os dois olhavam parados, vendo o caminho que percorreriam juntos, com árvores dos dois lados. então ele disse "vamos", levando ela pela mão, mas logo parou e se virou em sua direção. se olharam e se beijaram antes de continuar andando.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

quarta leva.

por algum motivo, aqueles dias em que não se dorme eu chamo de épicos. quando se passa o alvorecer e ainda não fomos dormir. por conta de um compromisso cedo. e tenho a dizer, o que torna o dia épico não é o dia seguinte depois, é aquele que veio antes. porque pra se estar acordado sete da manhã a madrugada tem que ter sido boa. ou só divertida. e aqueles três pão de queijos, a pura crema. mas o que exatamente estou fazendo aqui? matando o tempo, por conta de um compromisso cedo. eu queria muito dormir agora. mas, estivesse dormindo, não faria isso agora. não estaria aqui registrando cada bobagem que eu penso pra ninguém que lerá. é a essência de falar sozinho, não?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

sorte.

hoje caiu algo no meu colo. como eu comentei com bunzito na hora que a gente esperava a cerveja, é como a filó subir no colo. mas ao invés de subir, desce. é muita sorte. é uma das coisas mais estapafúrdias que já ouvi e vivi, mas essa única coisa se deve à única sorte que temos. cada um é diferente dos outros, não por uma razão físico-química sei lá, mas só pelo fluxo dos acontecimentos que é diferente pra cada um. aí está a graça né. aí já são mais de seis e eu ainda estou acordado. é coisa do dia épico, é a mania de não querer que se acabe nunca. mas qual a diferença desse dia para os outros? sei lá. não me importo. hoje a sorte foi tão boa comigo que eu quero mais é que se foda. adoro minha vida. me divirto um monte. e eu gosto é de sorrisos, e dias épicos. mesmo que sejam iguais aos outros. todos os outros. nada muda. só o nosso humor.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

conduta moral

meu código moral se baseia em seis princípios. lá vai:

1. "quem tava lá sabe."
qual o valor que se dá à história? qual o valor que se dá ao que os outros dizem para a gente? qual o valor que se dá a qualquer afirmação estapafúrdia? quem pesa as coisas é quem ouve. você acredita no que quiser. os únicos que podem afirmar algo com certeza são aqueles que viram a cena em questão. quem tava lá sabe.

2. "se você quiser alguma coisa bem-feita, faça você mesmo."
implica em três coisas: iniciativa, objetividade e responsabilidade. não fique esperando que façam as coisas por você. faça o que tem que fazer logo, não largue por aí. e se você fez alguma coisa, é porque quis bem-feita, então assuma a responsabilidade por isso.

3. "receba com simplicidade tudo que acontece com você."
mesmo sendo responsável pelo que você faz, ainda existe todo o resto do universo que você não controla. todo tipo de coisa irá acontecer o tempo todo. não se deve esperar nada do mundo; mas aceite o que ele lhe trouxer. ver o lado bom das coisas. sorrir quando não se pede um sorriso.

4. "enquanto você não fez uma escolha, tudo é possível."
cada decisão que se faz significa uma vida nova começando. assim como somos responsáveis pelas ações que tomamos, somos pelas escolhas que fazemos. mas as possibilidades não acabam nunca. tudo é possível.

5. "o escoteiro tem uma só palavra, sua honra vale mais do que sua própria vida."
o importante mais que tudo é manter-se consistente consigo mesmo. manter a palavra. fazer o que você diz que vai fazer. ser verdadeiro no que fala. é o mais difícil. também o mais essencial.

6. "vocês se foda."
existem três tipos de pessoas; nós, vocês e eles. pra eles eu não dou a mínima, eles não mudam minha vida e eu não mudo a deles. pra nós, tudo; tamo nessa junto, eh nois. e vocês, sinceramente, se foda.

adendo:
há um meta-princípio. "quem tem moral não precisa de ética."