quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Diário de um Falcão, parte quinze

Parte quinze: Férias
Férias pra mim se tornou um negócio estranho. Acontece, quando você sai da escola e descobre o que é a vida de verdade. Uns meses atrás eu estava no meio de um turbilhão de acontecimentos, alguns criados por mim inclusive; hoje, olho esse mesmo turbilhão por uma pequena janelinha. E vendo por essa janelinha, nem parece um turbilhão. A questão é: enquanto do lado de fora continuam acontecendo coisas, do lado de cá não acontece absolutamente nada. Todo dia é igual ao anterior. Antes eu não tinha noção de fim-de-semana porque me divertia em todos os sete dias; hoje não tenho essa mesma noção porque não me divirto em nenhum. É sufocante, é um tédio eterno, e a criatividade some diante disso. Tudo o que vejo é um futuro mais que incerto me esperando enquanto flutuo em direção a ele. Isso, flutuo, não há nem como acelerar o processo. Enquanto isso a incógnita, não sei o que será de nosso império, não sei quais os novos falcões que encontrarei (pois tenho fé que encontrarei), não sei qual vai ser minha reação nos momentos em que encontrar cada pessoa que tenho para encontrar. Ou mais importante, qual será a reação dessas pessoas. Eu não acho que minha vida tenha mudado ou irá mudar muito no espaço de tempo entre sair do império e voltar para lá. Aqui desse lado da janelinha nada muda muito. Só posso esperar uma semana, voltar ao lar, esperar dez dias, ver a maldita lista com os convocados, e aí então posso saber o que imaginar esperar.

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