ps. dedicado a livia kuga e victoria penachini
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
foi, vai ser, tá sendo.
de tanto repetirmos essa frase que saiu de um vídeo engraçado ela virou lugar comum. mas não é só uma frase engraçada, diz muito sobre continuidade. gostei, vou gostar, estou gostando. gostei de você pelos momentos junto e toda a fumaça e a vodka e as risadas. vou gostar de você quando te ver de novo - essa certeza é uma das poucas que tenho. e estou gostando porque sinto saudades. daquilo que foi. vai ser. tá sendo. como eu vi em um filme, você não é o que faz, mas sim seu passado. relaciono com aquela idéia de self narrativo. então também sou um pedaço de você que está em mim. um pedaço de todas as pessoas. como vi em outro filme, todos somos a mesma coisa, o mesmo lençol; e esse turbilhão de coisas juntas vai e afastando da idéia inicial. mas escrever é contar uma narrativa, e a idéia surge enquanto se escreve, a partir do que escrevi. e vou escrever. e estou escrevendo. mas esse negócio de verde e cinza não sai da cabeça nem chega a uma conclusão. mas nada se conclui, não é? tartarugas profundas. vodka e fumaça. ainda não acabou. só vai acabar quando eu morrer. e sou invencível enquanto estiver vivo. fui, vou ser, estou sendo. e o cinza é aquele lugar pra onde o vento nos leva - acho que mesmo sem a coragem - pra nos fazer perceber o quanto o verde é bom. de novo, saudades.
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é nóis, sapinhow!
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