segunda-feira, 21 de novembro de 2011
empório, ou armazém.
conversa no boteco que leva pra um lugar longe e parece que não se está no boteco mas sim em um outro lugar isolado aonde a única lembrança de que é o mundo real é o armazém porque afinal sentar ali no empório parece um sonho. e a gente fica ali por uma hora que voa como um minuto tão rápido quanto quando se foi levado pra um lugar longe aonde já se estava antes mesmo de chegar por tudo que aconteceu e que se ainda espera que possa acontecer e está ali acontecendo e então volto pra aquele momento e olho o quanto queria que aquela hora fosse dez horas. ou um dia todo. mais. mais.
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