sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
sonzeira estralando
como se o barulho por si só da sua cabeça já não estralasse o suficiente. quer-se mais. não que queria-se mais, mas não se quer menos, ou nada, ou qualquer coisa afim. só aumentar. ninguém veio aqui pra colher sorrisos de mel e coisa assim e panz rs. não pára de estralar. como se eu em alguma hora fosse parar. foda é que não há previsão e/ou paradigma (e panz rs). só o futuro próximo, não diferente do presente... passando... estralando..? o som continua.
isso é bom.
geral passadaça.
isso é bom.
pelo menos to seguindo, o nível.
ou não.
claro que não.
cale a boki.
retomando, as coisas não tão muito dahoras por aqui, geral só respirando calor, como sempre foi em URP, de boaça.
vamo chorar pra que afinal?
#partiu
isso é bom.
pelo menos to seguindo, o nível.
ou não.
claro que não.
cale a boki.
retomando, as coisas não tão muito dahoras por aqui, geral só respirando calor, como sempre foi em URP, de boaça.
vamo chorar pra que afinal?
#partiu
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
MELIOR que uma balada,
só duas seguidas. ficar de boaça, porque se sabe o tempo todo que está longe de acabar. e o único ponto de bad na balada é quando você percebe que acabou. na verdade não, encerrar é excelente, pra onde se esteja indo, inclusive quando se dá carona a pé. companhia. e a idéia de que ela vai acabar - a balada - fica lhe perturbando até o momento em que se esquece. não o fim, mas tudo que está lá fora. afinal a idéia da balada é uma idéia de fuga. escapismo? sério, moção? pare de falar palavras assim porque é mais agradável a quem lhe escuta. continue escrevendo palavras assim porque faz sentido a quem lê. continue seu discurso porque faz bem a você. mesmo que ninguém leia alguém falou. e diferente da balada, o discurso não tem fim. mas igual ao discurso, a balada também não tem fim.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Navegação
Olá, sou Coxinha, to aqui pra escrever umas palavras nesse fantástico diário do Miguxo. Humildemente venho aqui discorrer sobre a oportunidade e a vontade. Sêneca uma vez disse: "De que adiantam os bons ventos se o marinheiro não sabe pra onde vai?". E a isso se resume nossa humilde passagem nessa vida. Quando não existe motivação, não existe oportunidade que nos leve para bons resultados. E de que adianta? Porque esse valor nos é importante? Porque precisamos nos adaptar, às regras do consumo, à sociedade consumista. Porque o que está fora da média não nos satisfaz - e não nos satisfaz porque está fora da média. E nossa vontade é moldada pelo sistema - e pelo sistema somos meros robôs seguindo a programação do consumo e suas regras...
(editei um pouco por não gostar de reticências - mas aí é coisa minha)
(editei um pouco por não gostar de reticências - mas aí é coisa minha)
forfé, ou repetição.
sexta-feira de agora me lembra algum domingo e algum outro domingo. voltando àquela idéia antiga de repetição. porque ela volta? porque a repetição se repete?
inconscientemente assumo as mesmas predileções que me levaram adiante em um ponto atrás. e que agora não servem a mim o mesmo.
será que não? será que o que eu quero não se repete? será que o mesmo não me serve dos mesmos jeitos?
músicas passam. músicas mudam. não somos os mesmos as ouvindo. apenas eu.
aquelas cenas só se repetiram para mim, já que todos passaram e eu continuei no mesmo lugar. o amarelo foi para outro lugar, as paredes também não são as mesmas, e mesmo assim o roteiro é igual.
sinto falta daquilo que foi. por isso mesmo aquele aquilo ficou.
inconscientemente assumo as mesmas predileções que me levaram adiante em um ponto atrás. e que agora não servem a mim o mesmo.
será que não? será que o que eu quero não se repete? será que o mesmo não me serve dos mesmos jeitos?
músicas passam. músicas mudam. não somos os mesmos as ouvindo. apenas eu.
aquelas cenas só se repetiram para mim, já que todos passaram e eu continuei no mesmo lugar. o amarelo foi para outro lugar, as paredes também não são as mesmas, e mesmo assim o roteiro é igual.
sinto falta daquilo que foi. por isso mesmo aquele aquilo ficou.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Lacan, ou 51.
Eu já tive uma idéia boa uma vez, mas agora não me lembro. tampouco lembro sobre o que era essa idéia, mas se era uma idéia boa supostamente deveria levar minha vida adiante, ou pelo menos para algum lugar. porque é aonde me sinto, em lugar nenhum. sem nenhuma idéia boa.
Será que tinha a ver com dinheiro? ganhar dinheiro? grande parte das idéias deve passar por isso em algum ponto, ou ter algum fundo nisso. eu sempre precisei de dinheiro, então talvez tenha a ver com isso. porque “o dinheiro não traz felicidade”, mas a falta dele só traz tristeza. porém não me sinto triste. e nunca me senti feliz.
se eu tive uma idéia, mas não contei pra ninguém, não anotei em nenhum lugar, e depois esqueci, ela realmente existiu? como uma idéia pode existir, senão através de suas consequências? e quem teve essa idéia, foi eu mesmo, ou aquela voz dentro da minha cabeça que não para de me contar coisas que eu depois esquecerei? eu esquecerei, mas a voz vai lembrar...
E se... e se a voz me fizesse lembrar da minha boa idéia que ela teve? será que seria a mesma boa idéia que eu já esqueci? será que pareceria uma boa idéia? em algum momento ela foi minha?
O que posso chamar de meu? aquilo que comprei, ou ganhei? aquilo que fiz, ou que me aconteceu? aquilo que lembro, ou também o que esqueci?
Será que tinha a ver com dinheiro? ganhar dinheiro? grande parte das idéias deve passar por isso em algum ponto, ou ter algum fundo nisso. eu sempre precisei de dinheiro, então talvez tenha a ver com isso. porque “o dinheiro não traz felicidade”, mas a falta dele só traz tristeza. porém não me sinto triste. e nunca me senti feliz.
se eu tive uma idéia, mas não contei pra ninguém, não anotei em nenhum lugar, e depois esqueci, ela realmente existiu? como uma idéia pode existir, senão através de suas consequências? e quem teve essa idéia, foi eu mesmo, ou aquela voz dentro da minha cabeça que não para de me contar coisas que eu depois esquecerei? eu esquecerei, mas a voz vai lembrar...
E se... e se a voz me fizesse lembrar da minha boa idéia que ela teve? será que seria a mesma boa idéia que eu já esqueci? será que pareceria uma boa idéia? em algum momento ela foi minha?
O que posso chamar de meu? aquilo que comprei, ou ganhei? aquilo que fiz, ou que me aconteceu? aquilo que lembro, ou também o que esqueci?
sexta-feira, 6 de julho de 2012
casaco (amarelo).
a noite caía.
- você está com frio?
- porque, você vai tirar seu casaco? - ele devia ser a única pessoa no lugar que tinha um casaco.
- só vou tirar se for pra você usá-lo.
ela não teve como não dizer não - estava com frio de fato.
- mas agora eu to com frio. vem ficar mais perto de mim.
ela não teve como não dizer não.
- você está com frio?
- porque, você vai tirar seu casaco? - ele devia ser a única pessoa no lugar que tinha um casaco.
- só vou tirar se for pra você usá-lo.
ela não teve como não dizer não - estava com frio de fato.
- mas agora eu to com frio. vem ficar mais perto de mim.
ela não teve como não dizer não.
domingo, 6 de maio de 2012
escadas
os dois estavam no último andar da escada de incêndio. por trás dos enormes olhos verdes ele viu a lua, maior que em qualquer outro dia que ele se lembraria. por trás dos fortes olhos castanhos ela via o sol quase indo embora, mais alaranjado e vermelho e púrpura e roxo do que em qualquer outro dia que ela se lembraria. um guindaste de construir prédios era o fundo horizontal, e a esperança de que aquele céu de fim de tarde perfeita não se movesse nunca. um guindaste. se abraçaram, pararam de olhar para céu e lua e se fixaram um no outro, e a testemunha foi o guindaste.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
um passo pra trás, dois pra frente.
é assim que me sinto voltando a esse lugar, aquela mesma história - chega de falar de repetições; e é estranho no fim das contas voltar, porque sempre tive saudade; progredimos como se o que acontesesse pertencesse a uma ordem natural das coisas, e então somos feitos pra isso, e saudade. daquilo que foi. e que ainda acontecerá.
sábado, 31 de março de 2012
sobre o vinte pras sete.
a reflexão da madrugada começa com aquela idéia que se tem sobre as pessoas que são "suas", e como qualquer coisa que elas fazem que não envolve você - ou te tira do papel de "importante" termina lhe trazendo ciúmes. será que é sempre assim? provavelmente, só não percebemos às vezes. e naquele joguinho você termina acordado até seis da manhã, jurando que está sem sono - e está mesmo, se dependesse daquela companhia você ficaria acordado para sempre; porém ela foi dormir as seis. você foi embora com uma falta decorrente daquele abraço. afinal a noite foi boa o suficiente para sentir falta dela. porém não foi boa o suficiente para que se possa viver sem a imagem do que poderia ter sido, boa o suficiente para sentir ainda mais falta dela. ao invés de dormir as seis a gente podia dormir as cinco da tarde, não?
quinta-feira, 8 de março de 2012
mouse sensitivity, ou churras da psico.
começou ontem, na vibe do "novinha, mãos para o alto". vibe me lembra o lord homem, que lembra a rep que a gente vai, que lembra o ontem de novo. cíclico, saca? e a gente voltou pro mesmo ponto que se repete invariavelmente todas as vezes, porque temos a mesma intenção sobre o que está acontecendo, e invariavelmente terminamos sorrindo. mesmo que não haja sucesso. (1-p), saca? lembranças daquilo que já passou, e esse churras é o nono, e mexer no mouse é impossível. aliada à mouse sensitivity chega a confusão, pensamentos sobre pelo menos o que poderia ter sido, "vir-a-ser", e o churras termina sendo um processo catártico. para todos. menos eu na real, porque termino o churras pensando mais do que pensava no começo. e os próximos meses trabalharão nisso. até o próximo churras, lendário e tal, e aquilo que a gente sempre antecipa e tal... saca?
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
o eterno retorno.
quando se é férias, invariavelmente caímos num ciclo. de ter coceirinhas em tais horários e acabar se entregando à repudiada prática do alcoolismo. "é de boa, velho", costumo dizer. bom, não importa, a gente termina repetindo as mesmas coisas, fazendo o mesmo no mesmo lugar invariavelmente - pode-se tentar escapar, mas é andar em círculos. repetir as mesmas coisas, quando são agradáveis, e como diz um cartaz pregado na parede de uma rep que não tem nome além de "ei, carvão, vai tomar no cu" - e que tem sido um lugar repetitivo nesses dias: "to alcohol. the nights we'll never remember and the friends we'll never forget". exata frase. única coisa que lembrarei sobre essas noites é que fizemos sempre a mesma coisa, mas... não foi o mesmo na verdade, né?
domingo, 19 de fevereiro de 2012
o que eu faço?
uma caloura me perguntou o que eu faço da vida. respondi que era traficante de armas e órgãos. ela perguntou de novo. respondi que fazia psico. umas trinta horas depois, lembrei disso. comecei a pensar o que eu faço da vida. faço textos, listas, bagunça. agito festas. faço piadinhas e besteiras. faço caminhadas, serviços de buscar ou entregar coisas. faço entrevistas, filantropia, uma rádio, e provas malfeitas na faculdade. faço lucro para a padaria, visto que frequentemente fico acordado até depois das seis e vou lá comer, como agora. a filantropia era mentira, o resto não. inclusive o tráfico de órgãos.
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