Ansiedade, de acordo com a definição que aprendi (não que seja a última), é medo antecipado. Aí imagino se necessariamente é medo. Porque olho para o futuro com esperança, sem medo (pelo menos como acho), porque parece que tudo brilhará. Aí ansiedade vira esperança.
Mas continuo ansioso, e aí?
Tem a ver com os inúmeros cenários imaginários, com as coisas que espero que aconteçam, - e que bom seriam se acontecessem - e como é uma pena, o fato de que a partir do momento em que se idealiza algo a chance desse fato acontecer é ínfima. Porque fazer tantos planos consigo mesmo afinal?
Parece que é uma preparação, aquele diálogo interno; parece que aquele momento aconteceria, a despeito do fato de tudo ser uma mera coisa da sua cabeça.
E mesmo sendo uma coisa da sua cabeça, lhe deixa ansioso. Traz ansiedade. Aquela convidada que ninguém convidou.
Porém é que mesmo que ninguém convidou (presumindo que a festa é sua) há de se lidar com ela. A ansiedade sorri para você. E é impossível sorrir de volta.
E aí a única forma de lidar com tal convidada, a ansiedade, é mais ansiedade.
Não é só medo antecipado. O problema é antecipar.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
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