segunda-feira, 21 de novembro de 2011
empório, ou armazém.
conversa no boteco que leva pra um lugar longe e parece que não se está no boteco mas sim em um outro lugar isolado aonde a única lembrança de que é o mundo real é o armazém porque afinal sentar ali no empório parece um sonho. e a gente fica ali por uma hora que voa como um minuto tão rápido quanto quando se foi levado pra um lugar longe aonde já se estava antes mesmo de chegar por tudo que aconteceu e que se ainda espera que possa acontecer e está ali acontecendo e então volto pra aquele momento e olho o quanto queria que aquela hora fosse dez horas. ou um dia todo. mais. mais.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
"the darker days of me and him"
é uma música, da pj harvey. lembrei dela aleatoriamente, só pela parte do darker days. lembrei disso e olhei pros últimos dias. faz duas semanas que estou em casa, em anedonia depressiva. enquanto todas as pessoas ao redor estão se ocupando com seus afazeres. por conta daquilo que aconteceu há duas semanas, com ele. afinal a música fala de mim e dele, aquele outro que habita o mesmo corpo. porque a gente vive num pêndulo entre dois pólos opostos de uma personalidade; não a gente todo mundo aliás, só quem tem transtorno bipolar. aí eu caio no passivo-agressivo que não é como eu queria estar agora, queria ser ele, um pouco mais contente. mas ficar citando transtornos do DSM é um sinal de que os dias estão mais escuros, mesmo.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
love story pt. 2
você conquista aquela garota, naquela noite. ficam juntos o resto do tempo, sorriem, dormem juntos (ou não), e a noite terminou. passa algum tempo, em outra noite você vê a mesma garota de novo. com alguma sorte, a conquista de novo. "você me conquistou de novo". então você imagina quantas vezes terá de conquistá-la mais, até o ponto em que não se precise. aquele ponto em que ela tem segurança o suficiente em você pra admitir que já foi conquistada pra sempre. e então se abre a janela; aquela em que você começa a conquistá-la de formas que não podia antes, e são as que fazem mais sentido talvez. ficar junto. e foram felizes para sempre.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
historinha
"Vou comprar cigarro", foi a última frase que ela disse antes de sair. "Beijo linda", ele respondeu e deitou no sofá pra continuar lendo o livro. Um livro que já nem lembra mais qual era. O disco acabou, estava com preguiça de colocar outro, continuou lendo o livro e adormeceu com ele no colo. No outro dia, quando acordou com a luz do sol, - sete da manhã - ela não estava lá. "Vou comprar cigarro" foi a última frase que ele ouviu dela, na vida. Ele a procurou muito tempo, e só parou quando percebeu que ela nem tinha se dado ao trabalho de escrever um carta de despedida.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
já tinha esquecido.
mas bom que me lembrei; ou que me lembraram. tudo começou há dois anos. e não deu certo na época, e eu tinha esquecido. mas ela me lembrou. que bom né, porque provavelmente foi mais incrível do que teria sido há dois anos. e é aquela noite que ainda não terminou, e a cabeça fervendo, porque aconteceu alguma coisa afinal, depois de tanto marasmo. o negócio é que; muito válido e massa lembrar do que tinha ido embora. uma redescoberta. porque é animal encontrar pessoas pela primeira vez... talvez melhor ainda seja encontrar pela segunda.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sampa.
é o nome de uma música do caetano. diz que alguma coisa acontece no meu coração. eu imagino o que é essa coisa; me sinto me livrando de coisas, mas pra cada coisa de que me livro me grudo em duas. e cada pessoa que me cerca assume inconscientemente um papel nesse processo. pensando bem, ninguém assume nenhum papel. eu atribuo papéis às pessoas. porque a narrativa é a minha. única versão que posso apresentar do que me aconteceu. e está acontecendo. e acontece, seja na fantasia ou na realidade - não dá na mesma?
domingo, 16 de outubro de 2011
bom...
inevitável falar isso, em qualquer contexto, ainda mais na presença de alguém que conhece essa pala. enfim. cheguei amanhã, to aproveitando ao máximo, vou embora ontem, e tudo que existe é a baboseira que se inventa pra preencher o silêncio vazio. porque é triste - ou não?
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