sábado, 31 de março de 2012

sobre o vinte pras sete.

a reflexão da madrugada começa com aquela idéia que se tem sobre as pessoas que são "suas", e como qualquer coisa que elas fazem que não envolve você - ou te tira do papel de "importante" termina lhe trazendo ciúmes. será que é sempre assim? provavelmente, só não percebemos às vezes. e naquele joguinho você termina acordado até seis da manhã, jurando que está sem sono - e está mesmo, se dependesse daquela companhia você ficaria acordado para sempre; porém ela foi dormir as seis. você foi embora com uma falta decorrente daquele abraço. afinal a noite foi boa o suficiente para sentir falta dela. porém não foi boa o suficiente para que se possa viver sem a imagem do que poderia ter sido, boa o suficiente para sentir ainda mais falta dela. ao invés de dormir as seis a gente podia dormir as cinco da tarde, não?

quinta-feira, 8 de março de 2012

mouse sensitivity, ou churras da psico.

começou ontem, na vibe do "novinha, mãos para o alto". vibe me lembra o lord homem, que lembra a rep que a gente vai, que lembra o ontem de novo. cíclico, saca? e a gente voltou pro mesmo ponto que se repete invariavelmente todas as vezes, porque temos a mesma intenção sobre o que está acontecendo, e invariavelmente terminamos sorrindo. mesmo que não haja sucesso. (1-p), saca? lembranças daquilo que já passou, e esse churras é o nono, e mexer no mouse é impossível. aliada à mouse sensitivity chega a confusão, pensamentos sobre pelo menos o que poderia ter sido, "vir-a-ser", e o churras termina sendo um processo catártico. para todos. menos eu na real, porque termino o churras pensando mais do que pensava no começo. e os próximos meses trabalharão nisso. até o próximo churras, lendário e tal, e aquilo que a gente sempre antecipa e tal... saca?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

o eterno retorno.

quando se é férias, invariavelmente caímos num ciclo. de ter coceirinhas em tais horários e acabar se entregando à repudiada prática do alcoolismo. "é de boa, velho", costumo dizer. bom, não importa, a gente termina repetindo as mesmas coisas, fazendo o mesmo no mesmo lugar invariavelmente - pode-se tentar escapar, mas é andar em círculos. repetir as mesmas coisas, quando são agradáveis, e como diz um cartaz pregado na parede de uma rep que não tem nome além de "ei, carvão, vai tomar no cu" - e que tem sido um lugar repetitivo nesses dias: "to alcohol. the nights we'll never remember and the friends we'll never forget". exata frase. única coisa que lembrarei sobre essas noites é que fizemos sempre a mesma coisa, mas... não foi o mesmo na verdade, né?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

o que eu faço?

uma caloura me perguntou o que eu faço da vida. respondi que era traficante de armas e órgãos. ela perguntou de novo. respondi que fazia psico. umas trinta horas depois, lembrei disso. comecei a pensar o que eu faço da vida. faço textos, listas, bagunça. agito festas. faço piadinhas e besteiras. faço caminhadas, serviços de buscar ou entregar coisas. faço entrevistas, filantropia, uma rádio, e provas malfeitas na faculdade. faço lucro para a padaria, visto que frequentemente fico acordado até depois das seis e vou lá comer, como agora. a filantropia era mentira, o resto não. inclusive o tráfico de órgãos.

sábado, 3 de dezembro de 2011

circo.

quatro da manhã, pessoas ao redor, falando sobre circo, e aula de circo, e a apresentação de circo que vai ter amanhã. eu não gosto de circo. acho que nunca gostei, só gostava do globo da morte. aqueles caras fritando de moto em uma bola de metal. e palhaço, que é uma parte integral do circo (?), é uma coisa que eu não gosto, de verdade. enfim, além dos palhaços eu não tenho motivo pra não gostar de circo hoje em dia, já que não vejo um circo desde que era criança; então tudo isso contra circo fui eu que inventei. coisa da minha cabeça. e aí, essa idéia virou um texto por causa de algo que li no 9gag esses dias, "a maioria das coisas que gosto em você fui eu que inventei". né, aquela velha história da fantasia e realidade, e qual a diferença, e tal... mas enfim, é coisa da nossa cabeça mesmo. uma fantasia projetada pro futuro que invariavelmente termina dando errado, e o que importa mesmo é como a sorte e sua capacidade de improvisar funcionarão. circo. i do.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

empório, ou armazém.

conversa no boteco que leva pra um lugar longe e parece que não se está no boteco mas sim em um outro lugar isolado aonde a única lembrança de que é o mundo real é o armazém porque afinal sentar ali no empório parece um sonho. e a gente fica ali por uma hora que voa como um minuto tão rápido quanto quando se foi levado pra um lugar longe aonde já se estava antes mesmo de chegar por tudo que aconteceu e que se ainda espera que possa acontecer e está ali acontecendo e então volto pra aquele momento e olho o quanto queria que aquela hora fosse dez horas. ou um dia todo. mais. mais.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"the darker days of me and him"

é uma música, da pj harvey. lembrei dela aleatoriamente, só pela parte do darker days. lembrei disso e olhei pros últimos dias. faz duas semanas que estou em casa, em anedonia depressiva. enquanto todas as pessoas ao redor estão se ocupando com seus afazeres. por conta daquilo que aconteceu há duas semanas, com ele. afinal a música fala de mim e dele, aquele outro que habita o mesmo corpo. porque a gente vive num pêndulo entre dois pólos opostos de uma personalidade; não a gente todo mundo aliás, só quem tem transtorno bipolar. aí eu caio no passivo-agressivo que não é como eu queria estar agora, queria ser ele, um pouco mais contente. mas ficar citando transtornos do DSM é um sinal de que os dias estão mais escuros, mesmo.