sábado, 3 de dezembro de 2011

circo.

quatro da manhã, pessoas ao redor, falando sobre circo, e aula de circo, e a apresentação de circo que vai ter amanhã. eu não gosto de circo. acho que nunca gostei, só gostava do globo da morte. aqueles caras fritando de moto em uma bola de metal. e palhaço, que é uma parte integral do circo (?), é uma coisa que eu não gosto, de verdade. enfim, além dos palhaços eu não tenho motivo pra não gostar de circo hoje em dia, já que não vejo um circo desde que era criança; então tudo isso contra circo fui eu que inventei. coisa da minha cabeça. e aí, essa idéia virou um texto por causa de algo que li no 9gag esses dias, "a maioria das coisas que gosto em você fui eu que inventei". né, aquela velha história da fantasia e realidade, e qual a diferença, e tal... mas enfim, é coisa da nossa cabeça mesmo. uma fantasia projetada pro futuro que invariavelmente termina dando errado, e o que importa mesmo é como a sorte e sua capacidade de improvisar funcionarão. circo. i do.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

empório, ou armazém.

conversa no boteco que leva pra um lugar longe e parece que não se está no boteco mas sim em um outro lugar isolado aonde a única lembrança de que é o mundo real é o armazém porque afinal sentar ali no empório parece um sonho. e a gente fica ali por uma hora que voa como um minuto tão rápido quanto quando se foi levado pra um lugar longe aonde já se estava antes mesmo de chegar por tudo que aconteceu e que se ainda espera que possa acontecer e está ali acontecendo e então volto pra aquele momento e olho o quanto queria que aquela hora fosse dez horas. ou um dia todo. mais. mais.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"the darker days of me and him"

é uma música, da pj harvey. lembrei dela aleatoriamente, só pela parte do darker days. lembrei disso e olhei pros últimos dias. faz duas semanas que estou em casa, em anedonia depressiva. enquanto todas as pessoas ao redor estão se ocupando com seus afazeres. por conta daquilo que aconteceu há duas semanas, com ele. afinal a música fala de mim e dele, aquele outro que habita o mesmo corpo. porque a gente vive num pêndulo entre dois pólos opostos de uma personalidade; não a gente todo mundo aliás, só quem tem transtorno bipolar. aí eu caio no passivo-agressivo que não é como eu queria estar agora, queria ser ele, um pouco mais contente. mas ficar citando transtornos do DSM é um sinal de que os dias estão mais escuros, mesmo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

love story pt. 2

você conquista aquela garota, naquela noite. ficam juntos o resto do tempo, sorriem, dormem juntos (ou não), e a noite terminou. passa algum tempo, em outra noite você vê a mesma garota de novo. com alguma sorte, a conquista de novo. "você me conquistou de novo". então você imagina quantas vezes terá de conquistá-la mais, até o ponto em que não se precise. aquele ponto em que ela tem segurança o suficiente em você pra admitir que já foi conquistada pra sempre. e então se abre a janela; aquela em que você começa a conquistá-la de formas que não podia antes, e são as que fazem mais sentido talvez. ficar junto. e foram felizes para sempre.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

historinha

"Vou comprar cigarro", foi a última frase que ela disse antes de sair. "Beijo linda", ele respondeu e deitou no sofá pra continuar lendo o livro. Um livro que já nem lembra mais qual era. O disco acabou, estava com preguiça de colocar outro, continuou lendo o livro e adormeceu com ele no colo. No outro dia, quando acordou com a luz do sol, - sete da manhã - ela não estava lá. "Vou comprar cigarro" foi a última frase que ele ouviu dela, na vida. Ele a procurou muito tempo, e só parou quando percebeu que ela nem tinha se dado ao trabalho de escrever um carta de despedida.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

já tinha esquecido.

mas bom que me lembrei; ou que me lembraram. tudo começou há dois anos. e não deu certo na época, e eu tinha esquecido. mas ela me lembrou. que bom né, porque provavelmente foi mais incrível do que teria sido há dois anos. e é aquela noite que ainda não terminou, e a cabeça fervendo, porque aconteceu alguma coisa afinal, depois de tanto marasmo. o negócio é que; muito válido e massa lembrar do que tinha ido embora. uma redescoberta. porque é animal encontrar pessoas pela primeira vez... talvez melhor ainda seja encontrar pela segunda.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

sampa.

é o nome de uma música do caetano. diz que alguma coisa acontece no meu coração. eu imagino o que é essa coisa; me sinto me livrando de coisas, mas pra cada coisa de que me livro me grudo em duas. e cada pessoa que me cerca assume inconscientemente um papel nesse processo. pensando bem, ninguém assume nenhum papel. eu atribuo papéis às pessoas. porque a narrativa é a minha. única versão que posso apresentar do que me aconteceu. e está acontecendo. e acontece, seja na fantasia ou na realidade - não dá na mesma?

domingo, 16 de outubro de 2011

bom...

inevitável falar isso, em qualquer contexto, ainda mais na presença de alguém que conhece essa pala. enfim. cheguei amanhã, to aproveitando ao máximo, vou embora ontem, e tudo que existe é a baboseira que se inventa pra preencher o silêncio vazio. porque é triste - ou não?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

love story.

começa com duas pessoas fumando um cigarro. ou porque uma pediu um cigarro pra outra, ou porque pediu fogo. coisas em comum. atração. e aí qualquer coisa que a pessoa qualquer fale parece interessante por qualquer motivo. e essas pessoas se juntam de novo, fumam vários cigarros, dão risadas, sorrisos, abraços e beijos. sorriem. ficam juntas. continuam juntas ficando. ficam juntas, continuando. até que surge uma diferença. e brigam. e ficam juntos de novo. e brigam de novo por um motivo qualquer. e depois de resolverem a briga sempre reafirmam que se amam. desde sempre. verdadeiro. e brigam, e terminam. e o amor não foi embora. talvez foi esquecido. mas você esqueceu aquele cigarro?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

gratificação; ou "quando as coisas dão certo"

você conhece alguém e esteticamente essa pessoa é incrível - nem tanto assim, mas o tanto necessário pra você querer muito e não o suficiente para lhe parecer impossível. além disso ela lhe agrada. alguém interessante. aquele tipo que se espera outro almoço para encontrá-la de novo. aleatoriamente. é apenas alguém de um outro círculo que você não verá tanto normalmente - isso é melhor ainda. mas a melhor parte mesmo é quando, inesperadamente, ela está no sofá da sala da sua casa. e você vê algo maior; não é aquilo que você sempre quis, mas é aquilo que queria desde o primeiro momento e só tinha esquecido. surpresas são melhores do que aquilo que se espera, não? e mesmo dormindo, sei lá, uma hora e meia... hoje eu to elétrico. vontade daquilo de novo e de novo e de novo e de novo e isso aí. agradáveis surpresas. não nos preparamos pra elas. e nem precisamos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

adendo/correção

passaram-se alguns dias desde que postei um texto sobre a máfia do honda fita. uma gangue rival explodiu o honda fita. agora charles james leva as crianças pra escola em um fiat punto.

sábado, 1 de outubro de 2011

a máfia do honda fita.

crimes começam com partners in crime. nesse caso, são dois. se fosse um filme seriam o poderoso chefão e a poderosa chefã. eles só são vistos ocasionalmente no banco de trás do honda fita. que sempre é dirigido por charles james.
charles james watson, um distinto senhor que sempre ouve billie weekend, é o homem de confiança dos parceiros. ele os representa em transações, coordena operações, dirige o carro de fuga, e leva os filhos do casal para a escola. os filhos do casal são quatro; lilica ripilica, tigor t. tigre, bad boy, e sexy machine. o bad boy sempre vai no banco da frente.
as únicas pessoas que andam no honda fita além dos partners in crime ou seus filhos são os capangas de confiança. temos por exemplo coxinha, o homem da metralhadora, que atira sem perdão; zanoto, o menino que carrega as drogas ou as armas ou o dinheiro ou os corpos; dalai e seu carisma, o que lhe torna ideal como agente infiltrado. o grupo da máfia abrange também lord, o informante do sumbundo;e pimpinelas, um pimp japonês que importa aquilo que se desejar e fornece o transporte de mercenários.
trinta gramas. i like cookies.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

suspense.

aquele frio na barriga que aparece quando não se sabe o que pode aparecer. imagino o que é maior; é o número de tipos de coisas diferentes que podem aparecer, ou é o número de tipos de coisas diferentes que se pode imaginar? nessa hora estão indo embora, e ao mesmo tempo estão chegando.

domingo, 11 de setembro de 2011

chocolate

coisinha gostosa. pequeno adorno. pode ser como uma lata de cerveja, ou uma maçã, ou qualquer outra irrelevância momentânea. chamar isso de irrelevância é um erro enorme da minha parte, porque naquele momento é a coisa mais relevante do universo inteiro. o universo inteiro. li em algum lugar sobre pandeísmo, a idéia de que deus é o universo - como ele era onisciente, sabia de tudo que poderia acontecer, exceto de como seria a existência sem sua própria existência. perturbado por isso, ele se suicidou, explodindo - o big bang. então eu sou deus, e a tela aonde escrevo também, e o mendigo no quarto, e tudo que vejo. beleza, aí tem o rolê da relevância do chocolate. porque ele é tão deus quanto eu, ou você. mas qual o sentido disso tudo? vejo como irrelevante. um pequeno adorno.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

foi, vai ser, tá sendo.

de tanto repetirmos essa frase que saiu de um vídeo engraçado ela virou lugar comum. mas não é só uma frase engraçada, diz muito sobre continuidade. gostei, vou gostar, estou gostando. gostei de você pelos momentos junto e toda a fumaça e a vodka e as risadas. vou gostar de você quando te ver de novo - essa certeza é uma das poucas que tenho. e estou gostando porque sinto saudades. daquilo que foi. vai ser. tá sendo. como eu vi em um filme, você não é o que faz, mas sim seu passado. relaciono com aquela idéia de self narrativo. então também sou um pedaço de você que está em mim. um pedaço de todas as pessoas. como vi em outro filme, todos somos a mesma coisa, o mesmo lençol; e esse turbilhão de coisas juntas vai e afastando da idéia inicial. mas escrever é contar uma narrativa, e a idéia surge enquanto se escreve, a partir do que escrevi. e vou escrever. e estou escrevendo. mas esse negócio de verde e cinza não sai da cabeça nem chega a uma conclusão. mas nada se conclui, não é? tartarugas profundas. vodka e fumaça. ainda não acabou. só vai acabar quando eu morrer. e sou invencível enquanto estiver vivo. fui, vou ser, estou sendo. e o cinza é aquele lugar pra onde o vento nos leva - acho que mesmo sem a coragem - pra nos fazer perceber o quanto o verde é bom. de novo, saudades.

ps. dedicado a livia kuga e victoria penachini

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

dar, e receber.

faz-me pensar sobre como é ter uma coisa por muito tempo, posteriormente pedir por ela e tê-la negada. é sentir-se como o bebê que teve a chupeta tirada. é um vazio. e ainda mais quando houve sede ao pote que foi negado. mas, porque tem que ser assim? essa negação não é puro instinto de morte, nirvana, querer se manter longe do que tem algum efeito? agressividade reprimida - como era no século passado quando freud começou a trabalhar, mas de forma diferente - e seguimos em diante. será que ao invés de reprimirmos a agressividade reprimimos a sexualidade? - como era antes. agora especificamente me sinto sozinho. as pessoas foram pra longe atrás de seus próprios interesses. e sombras passam. simulacros.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

diário de um falcão.

eu tento me manter longe desse nome porque me traz uma lembrança ruim. e quanto tempo fiquei investindo nisso, cavando com a finalidade de encontrar algo que não existe. e porque fazer tudo de novo, all over again? quarta-feira. vazio puro. saudade. borboletas no estômago. e a cabeça que continua em mil lugares mas ainda habita um só. sucesso. ilusão. vontade de passar por tudo de novo, não pra fazer outras escolhas, mas simplesmente porque foi bom. "maybe then we'll remember to slow down, at all of our favorite parts". "all i wanted was you". cinedramático.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

sobre o que exatamente, eu não sei.

é uma agonia constante com as coisas que tem acontecido, misturada a uma felicidade - um open bar de felicidade - que transborda. mas não parece que transborda para fora, como faria sentido. ela escoa e eu continuo quieto, sorrindo ou não. porque há a agonia do não saber o que fazer com essa felicidade e pra onde seguir e que atitude (tentar) tomar. esse ponto do tentar eu acho importante, porque a própria limitação que faz com que a felicidade transborde - se o copo fosse infinito ela não transbordaria, né? - me impede de fazer várias coisas. falta... sei lá. outra coisa que não sei. parece que uma névoa me impede de perceber o que está acontecendo na verdade. ou talvez esse perceber que falta seja apenas criar; escrever a história ao invés de descobri-la. e qual minha perspectiva? uma festa aonde a chance de acontecer alguma coisa é a mesma de não acontecer nada? tenho que fazer o que posso. e o título da postagem é mentira, eu sei do que estou falando sim.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

na floresta.

os dois olhavam parados, vendo o caminho que percorreriam juntos, com árvores dos dois lados. então ele disse "vamos", levando ela pela mão, mas logo parou e se virou em sua direção. se olharam e se beijaram antes de continuar andando.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

quarta leva.

por algum motivo, aqueles dias em que não se dorme eu chamo de épicos. quando se passa o alvorecer e ainda não fomos dormir. por conta de um compromisso cedo. e tenho a dizer, o que torna o dia épico não é o dia seguinte depois, é aquele que veio antes. porque pra se estar acordado sete da manhã a madrugada tem que ter sido boa. ou só divertida. e aqueles três pão de queijos, a pura crema. mas o que exatamente estou fazendo aqui? matando o tempo, por conta de um compromisso cedo. eu queria muito dormir agora. mas, estivesse dormindo, não faria isso agora. não estaria aqui registrando cada bobagem que eu penso pra ninguém que lerá. é a essência de falar sozinho, não?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

sorte.

hoje caiu algo no meu colo. como eu comentei com bunzito na hora que a gente esperava a cerveja, é como a filó subir no colo. mas ao invés de subir, desce. é muita sorte. é uma das coisas mais estapafúrdias que já ouvi e vivi, mas essa única coisa se deve à única sorte que temos. cada um é diferente dos outros, não por uma razão físico-química sei lá, mas só pelo fluxo dos acontecimentos que é diferente pra cada um. aí está a graça né. aí já são mais de seis e eu ainda estou acordado. é coisa do dia épico, é a mania de não querer que se acabe nunca. mas qual a diferença desse dia para os outros? sei lá. não me importo. hoje a sorte foi tão boa comigo que eu quero mais é que se foda. adoro minha vida. me divirto um monte. e eu gosto é de sorrisos, e dias épicos. mesmo que sejam iguais aos outros. todos os outros. nada muda. só o nosso humor.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

conduta moral

meu código moral se baseia em seis princípios. lá vai:

1. "quem tava lá sabe."
qual o valor que se dá à história? qual o valor que se dá ao que os outros dizem para a gente? qual o valor que se dá a qualquer afirmação estapafúrdia? quem pesa as coisas é quem ouve. você acredita no que quiser. os únicos que podem afirmar algo com certeza são aqueles que viram a cena em questão. quem tava lá sabe.

2. "se você quiser alguma coisa bem-feita, faça você mesmo."
implica em três coisas: iniciativa, objetividade e responsabilidade. não fique esperando que façam as coisas por você. faça o que tem que fazer logo, não largue por aí. e se você fez alguma coisa, é porque quis bem-feita, então assuma a responsabilidade por isso.

3. "receba com simplicidade tudo que acontece com você."
mesmo sendo responsável pelo que você faz, ainda existe todo o resto do universo que você não controla. todo tipo de coisa irá acontecer o tempo todo. não se deve esperar nada do mundo; mas aceite o que ele lhe trouxer. ver o lado bom das coisas. sorrir quando não se pede um sorriso.

4. "enquanto você não fez uma escolha, tudo é possível."
cada decisão que se faz significa uma vida nova começando. assim como somos responsáveis pelas ações que tomamos, somos pelas escolhas que fazemos. mas as possibilidades não acabam nunca. tudo é possível.

5. "o escoteiro tem uma só palavra, sua honra vale mais do que sua própria vida."
o importante mais que tudo é manter-se consistente consigo mesmo. manter a palavra. fazer o que você diz que vai fazer. ser verdadeiro no que fala. é o mais difícil. também o mais essencial.

6. "vocês se foda."
existem três tipos de pessoas; nós, vocês e eles. pra eles eu não dou a mínima, eles não mudam minha vida e eu não mudo a deles. pra nós, tudo; tamo nessa junto, eh nois. e vocês, sinceramente, se foda.

adendo:
há um meta-princípio. "quem tem moral não precisa de ética."

sábado, 12 de março de 2011

"i love you more than songs can say",

é uma frase que acabei de ouvir em uma música. aí eu imaginei o volume imenso de coisas que não acontecem porque são mais do que se pode colocar em uma música, ou em uma fala; ou em uma ação. a gente tenta mostrar coisas o tempo todo, pra nós mesmos e para os outros. a questão é que não entendemos nem o que falamos dentro da própria cabeça, imagina então o que entendem do que eu falo fora dela. i say more than what i say can say. nem sei se isso tem sentido gramatical. eu não entendo inglês.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ourinho, veja essa.

depois de ficar pensando sobre os motivos por quais se acha um cara mala - no fundo é porque pessoas de 11 a 15 anos tendem a ser imbecis - na verdade não são imbecis, são apenas crianças. aí como eu to escrevendo no computador do ourinho, tracei uma comparação - natural; entre os motivos por quais se acha um cara mala, e por quais se acha um cara gente boa. há a história do assunto em comum; e a história do amor à primeira vista. não necessariamente amor, mas qualquer impressão que sempre se tem na primeira vez. aí hoje eu encontrei uma pessoa pela segunda vez, e constatei que depende muito da circunstância externa. além dessa, a circunstância interna de cada um desses dois que se encontram. no final das contas a conjuntura cósmica manda um monte. aí cheguei a um insight. comparar o primeiro encontro com o segundo é como comparar o primeiro ano de faculdade com o segundo. isso até foi um assunto no buteco hoje; eu sempre defendi que o segundo ano é melhor que o primeiro, mas na questão do encontro eu ainda acho que o primeiro vale mais. é um negócio muito dahora conhecer pessoas, né?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

da-da-doot-n just dance

andrezza me disse ontem (e não foi a primeira vez no ano) "nossa miguxo, você tá otimista". bah acho que é verdade. esses dias eu me liguei - acho que pelo menos eu falei em voz alta, e externalizar faz uma puta diferença - de como o mundo não vai mudar nunca. o cenário que a gente tem vai ser o mesmo de quando a gente morrer. o capitalizm engloba as coisas e transforma em negócio. mas isso não importa. a questão é que a gente só tem essa vida pra fazer as coisas. essa de agora, mesmo. então, dance. pire nas coisas. dance e sorria.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

acabei de olhar pro relógio.

são 9:39. do domingo. só que na minha cabeça ainda é sábado porque eu não fui dormir ainda. vêm um único motivo à cabeça: nas férias não se existe compromisso nenhum pra comparecer então o horário de fazer as coisas não tem a mínima importância. eram umas sete da manhã quando saí com pedrinho para comprar quatro litrões de cerveja. conforme a gente tomava o último agora há pouco o vizinho da frente estava (e ainda está) lavando o carro. e aí como acabou a breja acabou a amizade - o velho ditado - pedrinho foi dormir. to aqui na sala. coloquei um sol alto pra despertar. porque ouvi uma velha história em que o melhor a se fazer às vezes é resetar o relógio biológico circadiano, então minha meta é ficar acordado até as dez da noite. vamo ver o que rola. porque daqui a 24 horas cocotinhas chorarão - mais uma das palas que eu e pedrinho adotamos. é aí que eu termino pensando como é fácil dar risadas e se divertir na vida. é só levar as coisas menos a sério. como eu disse hoje, é a maravilha de fazer coisas que o senso comum vai contra.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

o que é ser brother mesmo

eu não sei. acho que o importante é que como eu fui com o pedrinho pra balada hoje, e como a gente continuou sozinho, a gente volta junto. isso pra mim era tão natural quanto a liberdade é a liberdade de dizer que dois mais dois são quatro - isso porque eu também comentei com o pedrinho sobre o quanto eu pirei no 1984 do Orwell. enfim. posso usar o flash forward e ver a gente escalando um esquema tático pra seleção da inglaterra no winning eleven. eu que não entendo de winning eleven nem de futebol, ele que não entende nem de winning eleven. aí é isso. sair da balada é melhor do que a balada porque lá em casa (ou no caminho) tem litrões, salgadinho, larissa-sa, conforto infinito. e que se foda. a gente chegou num ponto em que as cocotinhas chorando não importa. o que importa já tá lá em casa. a gente não chegou, mas almejamos chegar. mesmo que o resto seja ilusão, amanhã não vamos lembrar direito sobre hoje.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

o que se passa

na cabeça de um pato que mora com nove homens e duas cachorras?

eu creio que a resposta a essa pergunta não pode ser encontrada.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

alcoholizm

hoje eu falei pra filó - a cachorra daqui de casa - exatamente "não quero você hoje". depois eu pensei no teor dessa frase, até comentei com pedrinho- "forte, né?", e ainda anotei na parede. a questão é que às vezes rola um cansaço, porque né? as coisas cansam porque a curiosidade é insaciável. acho que é uma coisa que melhora com o tempo, senão pessoas casadas há vários anos não estariam mais juntas. pessoas bem-casadas, né. admiro isso. eu quero ser assim um dia. e ter quatro filhos. mas a questão é que as pessoas não ficam mais tanto tempo juntas porque se cansaram umas das outras. eu acho que isso é coisa da tecnologia que acelerou as comununicações e forçou uns a viverem mais próximos de outros. talvez não; mas até ganhar um motivo forte para saber porque as pessoas não se casam bem hoje em dia vai um tempo. talvez elas se gostem. e esse gostar não passa nunca. eu queria gostar de alguém pra sempre. parece que é um negócio diferente, né. bah.