Quão tolo sou eu, procuro minha caneta, mas
minha caneta está em meu bolso.
Notebook na tradução literal é: livro de notas (?!?!)
E cá estamos enquanto nossos amigos trabalham - (ou não, porque não estão produzindo nada) - em brinquedinhos que não são livros de notas.
Um caderno não é um "livro de notas",
Um blog também não.
Só se eu (ou você) quiser.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
(sem título)
Estranho como nós funcionamos,
Coisas que nos fazem tão mal (à saude) são as coisas que mais procuramos, porém estas mesmas coisas nos trazem um bem-estar tremendo (talvez duvidável).
Será que realmente estamos à busca deste bem-estar, ou apenas estamos procurando, em tais "coisas" uma fuga das nossas responsabilidades a problemas pra justificar, depois, com somente um "foi mal, tava locão"?
- Denis Aita
Coisas que nos fazem tão mal (à saude) são as coisas que mais procuramos, porém estas mesmas coisas nos trazem um bem-estar tremendo (talvez duvidável).
Será que realmente estamos à busca deste bem-estar, ou apenas estamos procurando, em tais "coisas" uma fuga das nossas responsabilidades a problemas pra justificar, depois, com somente um "foi mal, tava locão"?
- Denis Aita
quarta-feira, 25 de junho de 2014
sobre a vida.
Um antigo professor meu dizia, sobre o oxigênio, que ele é um cidadão mau. Que te cumprimenta com a mão direita e dá um tapa com a esquerda.
Não dizendo que a vida é má - acredito que ela seja indiferente a todos nós - mas como o oxigênio ela nos cumprimenta com a mão direita e dá um tapa com a esquerda. Mas não pára por aí, porque logo depois a mão direita te dá um soco tão forte que te derruba no chão e então a esquerda oferece o braço, ajuda a levantar, porque você não quer ficar ali. Então a mão direita faz um carinho na sua cara aonde o tapa da esquerda ainda está ardendo, e daí você acha que esqueceu do soco, e a esquerda faz um cafuné na sua cabeça, antes de dar um soco mais forte ainda que a direita. Tudo se repete inúmeras vezes, e você começa a achar que a dor e o carinho são indistiguíveis um do outro.
Não é bem assim, ou é? "A existência do brócolis não torna o chocolate mais gostoso do que é", mas... peraí. Eu gosto de brócolis. Mais do que chocolate - eu acho.
Não dizendo que a vida é má - acredito que ela seja indiferente a todos nós - mas como o oxigênio ela nos cumprimenta com a mão direita e dá um tapa com a esquerda. Mas não pára por aí, porque logo depois a mão direita te dá um soco tão forte que te derruba no chão e então a esquerda oferece o braço, ajuda a levantar, porque você não quer ficar ali. Então a mão direita faz um carinho na sua cara aonde o tapa da esquerda ainda está ardendo, e daí você acha que esqueceu do soco, e a esquerda faz um cafuné na sua cabeça, antes de dar um soco mais forte ainda que a direita. Tudo se repete inúmeras vezes, e você começa a achar que a dor e o carinho são indistiguíveis um do outro.
Não é bem assim, ou é? "A existência do brócolis não torna o chocolate mais gostoso do que é", mas... peraí. Eu gosto de brócolis. Mais do que chocolate - eu acho.
terça-feira, 3 de junho de 2014
sobre a memória
Quando se cutuca você tem uma memória de um momento muito específico numa conversa que aconteceu em 2009, e porque? Qual o sentido daquela conversa, imaginária, não-utilitária, sem motivo a não ser a arte? A arte do encontro.
Como li em algum lugar, relembrar momentos felizes nos torna mais felizes, e isso é meio claro porque tudo que temos mesmo é nosso corpo e nossa memória; mas parece que aí estamos presos na compulsão de repetição.
Mas se nossa memória é uma historinha(zinha), como poderia não haver repetição?
Somos mesmo roteiristas?
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