Um antigo professor meu dizia, sobre o oxigênio, que ele é um cidadão mau. Que te cumprimenta com a mão direita e dá um tapa com a esquerda.
Não dizendo que a vida é má - acredito que ela seja indiferente a todos nós - mas como o oxigênio ela nos cumprimenta com a mão direita e dá um tapa com a esquerda. Mas não pára por aí, porque logo depois a mão direita te dá um soco tão forte que te derruba no chão e então a esquerda oferece o braço, ajuda a levantar, porque você não quer ficar ali. Então a mão direita faz um carinho na sua cara aonde o tapa da esquerda ainda está ardendo, e daí você acha que esqueceu do soco, e a esquerda faz um cafuné na sua cabeça, antes de dar um soco mais forte ainda que a direita. Tudo se repete inúmeras vezes, e você começa a achar que a dor e o carinho são indistiguíveis um do outro.
Não é bem assim, ou é? "A existência do brócolis não torna o chocolate mais gostoso do que é", mas... peraí. Eu gosto de brócolis. Mais do que chocolate - eu acho.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
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