domingo, 11 de maio de 2014

os traços do inter

pensando bem, continuo não querendo ir pra LA, mas pela primeira vez na vida penso em ir pra SP - aquele lugar aonde não existe amor, mas existe a psicolata e tudo o mais, e "alguma coisa acontece no meu coração" - porque também as coisas mudam, e mudança instiga mais mudança, e quando você vicia no movimento é difícil se contentar com nosso lugar, porque é tão limitado... e o limite foi você quem traçou.
aí estão "paradoxos", e aí está o amor.
se eu estivesse contando uma história, vulga "how i met your mother", terminaria aqui. pelo menos ainda não morri, então uma nova história começa porque temos outros roteiros e nunca passamos da condição de atores.
mas o que importa?
o amor pode não te dar forças pra acordar, mas faz você sorrir ao longo do dia, e isso torna cada um deles mais "solar"; serenidade e brilho.
e aí a trilha sonora da sua vida se torna "chega de saudade", tanto porque todos os momentos foram ~ideais~ quanto porque toda a trilha do futuro que se desenrola à vocês é ~ideal~, e aí...?
alguma coisa acontece no meu coração.
não é só alguma coisa, não está só acontecendo. chacoalha. inquieta. tenho que ir pra sampa logo.
nove dias.

domingo, 30 de março de 2014

"I don't think I wanna go to LA anymore"

E essa frase se repete, pela milésima vez, porque é a milésima vez que ouço essa música.
Me evoca uma certa nostalgia por um passado que eu nunca senti - só porque nunca tive a oportunidade. Porque, pô, como posso não querer ir mais pra LA se nunca fui?
Mas uma letra de uma música é só uma expressão. Ou uma impressão, ou uma expressão de uma impressão, ou coisas assim, que não tem nenhum significado, assim como não querer ir mais para LA. Assim como querer ir. Assim como LA.
O John continua cantando;
Não temos LA mas temos RP;
E pra mim só falta a "you" do meu "in your atmosphere".

http://www.youtube.com/watch?v=7K2DQ8XBRbU (referência)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

palavras ao acaso

your beautiful soul must always tune our every rhythm
through full tempo
fill spirit
his scale burst each additional note
about sublime melody
quiet boom music

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ansiedade

Ansiedade, de acordo com a definição que aprendi (não que seja a última), é medo antecipado. Aí imagino se necessariamente é medo. Porque olho para o futuro com esperança, sem medo (pelo menos como acho), porque parece que tudo brilhará. Aí ansiedade vira esperança.

Mas continuo ansioso, e aí?

Tem a ver com os inúmeros cenários imaginários, com as coisas que espero que aconteçam, - e que bom seriam se acontecessem - e como é uma pena, o fato de que a partir do momento em que se idealiza algo a chance desse fato acontecer é ínfima. Porque fazer tantos planos consigo mesmo afinal?

Parece que é uma preparação, aquele diálogo interno; parece que aquele momento aconteceria, a despeito do fato de tudo ser uma mera coisa da sua cabeça.

E mesmo sendo uma coisa da sua cabeça, lhe deixa ansioso. Traz ansiedade. Aquela convidada que ninguém convidou.

Porém é que mesmo que ninguém convidou (presumindo que a festa é sua) há de se lidar com ela. A ansiedade sorri para você. E é impossível sorrir de volta.

E aí a única forma de lidar com tal convidada, a ansiedade, é mais ansiedade.

Não é só medo antecipado. O problema é antecipar.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

fim de mais uma volta

Juntando falta do que fazer com falta de vontade de arrumar o que fazer com não ter pra onde ir - inclusive o papo de que pra quem não tem pra onde ir qualquer lugar serve - você fica no mesmo lugar. No mesmo lugar em vários âmbitos do que dá pra ser um lugar, porque o que importaria seria a aventura, mas você não está vivendo uma aventura. Então aonde foram as aventuras? Porque não fomos nos aventurar? Sentar no ponto de reunião esperando a próxima missão e matando o tempo é agradável e tal mas falta aquela velha história de sair da zona de conforto e esse blablabla. Parece verdade, não é? Parece... e então as paredes da bolha que lhe cerca mostram-se intransponíveis. E como fui parar nesse lugar, pra começo de conversa?

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

wonder e wander têm o mesmo som

Isqueiros se perdem em roupas, roupas se perdem em pessoas, pessoas se perdem em lugares.  Mas deveriam saber aonde estão? Não há uma necessidade real de encontrar um lugar, o importante é se encontrar. Encontrar a si e a outros, pois não há brilho próprio. "Like the moon...", e então caminhamos por aí, e imaginando, afinal é o mesmo som. E o isqueiro qualquer hora aparece. Talvez não.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O último dia de azar, também conhecido como a primeira noite de sorte

Trevos de quatro folhas, pés de coelho, felix felicis, tatuagens em quantidade ímpar. Amuletos. Funcionam para dar sorte ou funcionam porque acredita-se que darão e aí começamos a enxergar o que já estava lá?
A sorte traz coisas boas, diz-se. Também pode-se trazer coisas boas fazendo coisas boas - "karma" - ou se dispondo a aceitá-las - "atitude positiva" - ou então saindo do sofá e indo buscá-las.
Usar um trevo e esperar traz algo? E sorrir e esperar com que venha? E... só sorrir?
Coisas boas supostamente nos deveriam fazer sorrir - ou não, mas aí é outra história - e aí talvez conseguimos entrar em um looping de sorrisos ao parar e enxergar o quão boas podem ser as cenas no mundo. Cenas? Coisas. E cenas.
Ou seja então vamos sorrir, ou então pelo menos tatuar um sorriso afinal quantidade par de tatuagens dá azar.
E sem esquecer do azar afinal se nada é eterno tampouco a sorte é. Como dizia aqula música, "impossível viver só sorrindo".