terça-feira, 3 de junho de 2014

sobre a memória

Quando se cutuca você tem uma memória de um momento muito específico numa conversa que aconteceu em 2009, e porque? Qual o sentido daquela conversa, imaginária, não-utilitária, sem motivo a não ser a arte? A arte do encontro.
Como li em algum lugar, relembrar momentos felizes nos torna mais felizes, e isso é meio claro porque tudo que temos mesmo é nosso corpo e nossa memória; mas parece que aí estamos presos na compulsão de repetição.
Mas se nossa memória é uma historinha(zinha), como poderia não haver repetição?
Somos mesmo roteiristas?

domingo, 11 de maio de 2014

ação do tempo nas nossas vidas...

...continua nos deixando sem saber porquê.
porque coisas vêm, voltam, vão, chegam, vão embora. a porta aberta, o porto, a casa, o caos e o cais.
nos fizeram ganhar, nos fizeram perder. mas quem disse que isso é um jogo, porque temos que participar desse clash, com quem estamos disputando?
se mesmo os mais fortes às vezes não encontram uma saída, porque teria eu que sair?
estou vivendo, aprendendo. aprendendo a viver com os contrastes da vida.
e você ainda não entende, as circunstâncias e as coisas? tudo eventualmente se torna previsível, mas é impossível prever...
hoje acordei pra um sonho, porque é a única forma de andar por aí, "daydreaming all the time", porque o que a gente tem não nos basta. é pra seguir em frente.
porque mesmo os mais sábios as vezes não encontram uma saída.
não basta sabedoria, o que importa é a improvisação.
quando tudo se torna previsível, e não se espera mais da vida.
hora de começar a viver.
vamos sorrir, viver, sorrir. viver.

os traços do inter

pensando bem, continuo não querendo ir pra LA, mas pela primeira vez na vida penso em ir pra SP - aquele lugar aonde não existe amor, mas existe a psicolata e tudo o mais, e "alguma coisa acontece no meu coração" - porque também as coisas mudam, e mudança instiga mais mudança, e quando você vicia no movimento é difícil se contentar com nosso lugar, porque é tão limitado... e o limite foi você quem traçou.
aí estão "paradoxos", e aí está o amor.
se eu estivesse contando uma história, vulga "how i met your mother", terminaria aqui. pelo menos ainda não morri, então uma nova história começa porque temos outros roteiros e nunca passamos da condição de atores.
mas o que importa?
o amor pode não te dar forças pra acordar, mas faz você sorrir ao longo do dia, e isso torna cada um deles mais "solar"; serenidade e brilho.
e aí a trilha sonora da sua vida se torna "chega de saudade", tanto porque todos os momentos foram ~ideais~ quanto porque toda a trilha do futuro que se desenrola à vocês é ~ideal~, e aí...?
alguma coisa acontece no meu coração.
não é só alguma coisa, não está só acontecendo. chacoalha. inquieta. tenho que ir pra sampa logo.
nove dias.

domingo, 30 de março de 2014

"I don't think I wanna go to LA anymore"

E essa frase se repete, pela milésima vez, porque é a milésima vez que ouço essa música.
Me evoca uma certa nostalgia por um passado que eu nunca senti - só porque nunca tive a oportunidade. Porque, pô, como posso não querer ir mais pra LA se nunca fui?
Mas uma letra de uma música é só uma expressão. Ou uma impressão, ou uma expressão de uma impressão, ou coisas assim, que não tem nenhum significado, assim como não querer ir mais para LA. Assim como querer ir. Assim como LA.
O John continua cantando;
Não temos LA mas temos RP;
E pra mim só falta a "you" do meu "in your atmosphere".

http://www.youtube.com/watch?v=7K2DQ8XBRbU (referência)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

palavras ao acaso

your beautiful soul must always tune our every rhythm
through full tempo
fill spirit
his scale burst each additional note
about sublime melody
quiet boom music

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ansiedade

Ansiedade, de acordo com a definição que aprendi (não que seja a última), é medo antecipado. Aí imagino se necessariamente é medo. Porque olho para o futuro com esperança, sem medo (pelo menos como acho), porque parece que tudo brilhará. Aí ansiedade vira esperança.

Mas continuo ansioso, e aí?

Tem a ver com os inúmeros cenários imaginários, com as coisas que espero que aconteçam, - e que bom seriam se acontecessem - e como é uma pena, o fato de que a partir do momento em que se idealiza algo a chance desse fato acontecer é ínfima. Porque fazer tantos planos consigo mesmo afinal?

Parece que é uma preparação, aquele diálogo interno; parece que aquele momento aconteceria, a despeito do fato de tudo ser uma mera coisa da sua cabeça.

E mesmo sendo uma coisa da sua cabeça, lhe deixa ansioso. Traz ansiedade. Aquela convidada que ninguém convidou.

Porém é que mesmo que ninguém convidou (presumindo que a festa é sua) há de se lidar com ela. A ansiedade sorri para você. E é impossível sorrir de volta.

E aí a única forma de lidar com tal convidada, a ansiedade, é mais ansiedade.

Não é só medo antecipado. O problema é antecipar.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

fim de mais uma volta

Juntando falta do que fazer com falta de vontade de arrumar o que fazer com não ter pra onde ir - inclusive o papo de que pra quem não tem pra onde ir qualquer lugar serve - você fica no mesmo lugar. No mesmo lugar em vários âmbitos do que dá pra ser um lugar, porque o que importaria seria a aventura, mas você não está vivendo uma aventura. Então aonde foram as aventuras? Porque não fomos nos aventurar? Sentar no ponto de reunião esperando a próxima missão e matando o tempo é agradável e tal mas falta aquela velha história de sair da zona de conforto e esse blablabla. Parece verdade, não é? Parece... e então as paredes da bolha que lhe cerca mostram-se intransponíveis. E como fui parar nesse lugar, pra começo de conversa?