domingo, 23 de fevereiro de 2014

palavras ao acaso

your beautiful soul must always tune our every rhythm
through full tempo
fill spirit
his scale burst each additional note
about sublime melody
quiet boom music

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ansiedade

Ansiedade, de acordo com a definição que aprendi (não que seja a última), é medo antecipado. Aí imagino se necessariamente é medo. Porque olho para o futuro com esperança, sem medo (pelo menos como acho), porque parece que tudo brilhará. Aí ansiedade vira esperança.

Mas continuo ansioso, e aí?

Tem a ver com os inúmeros cenários imaginários, com as coisas que espero que aconteçam, - e que bom seriam se acontecessem - e como é uma pena, o fato de que a partir do momento em que se idealiza algo a chance desse fato acontecer é ínfima. Porque fazer tantos planos consigo mesmo afinal?

Parece que é uma preparação, aquele diálogo interno; parece que aquele momento aconteceria, a despeito do fato de tudo ser uma mera coisa da sua cabeça.

E mesmo sendo uma coisa da sua cabeça, lhe deixa ansioso. Traz ansiedade. Aquela convidada que ninguém convidou.

Porém é que mesmo que ninguém convidou (presumindo que a festa é sua) há de se lidar com ela. A ansiedade sorri para você. E é impossível sorrir de volta.

E aí a única forma de lidar com tal convidada, a ansiedade, é mais ansiedade.

Não é só medo antecipado. O problema é antecipar.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

fim de mais uma volta

Juntando falta do que fazer com falta de vontade de arrumar o que fazer com não ter pra onde ir - inclusive o papo de que pra quem não tem pra onde ir qualquer lugar serve - você fica no mesmo lugar. No mesmo lugar em vários âmbitos do que dá pra ser um lugar, porque o que importaria seria a aventura, mas você não está vivendo uma aventura. Então aonde foram as aventuras? Porque não fomos nos aventurar? Sentar no ponto de reunião esperando a próxima missão e matando o tempo é agradável e tal mas falta aquela velha história de sair da zona de conforto e esse blablabla. Parece verdade, não é? Parece... e então as paredes da bolha que lhe cerca mostram-se intransponíveis. E como fui parar nesse lugar, pra começo de conversa?

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

wonder e wander têm o mesmo som

Isqueiros se perdem em roupas, roupas se perdem em pessoas, pessoas se perdem em lugares.  Mas deveriam saber aonde estão? Não há uma necessidade real de encontrar um lugar, o importante é se encontrar. Encontrar a si e a outros, pois não há brilho próprio. "Like the moon...", e então caminhamos por aí, e imaginando, afinal é o mesmo som. E o isqueiro qualquer hora aparece. Talvez não.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O último dia de azar, também conhecido como a primeira noite de sorte

Trevos de quatro folhas, pés de coelho, felix felicis, tatuagens em quantidade ímpar. Amuletos. Funcionam para dar sorte ou funcionam porque acredita-se que darão e aí começamos a enxergar o que já estava lá?
A sorte traz coisas boas, diz-se. Também pode-se trazer coisas boas fazendo coisas boas - "karma" - ou se dispondo a aceitá-las - "atitude positiva" - ou então saindo do sofá e indo buscá-las.
Usar um trevo e esperar traz algo? E sorrir e esperar com que venha? E... só sorrir?
Coisas boas supostamente nos deveriam fazer sorrir - ou não, mas aí é outra história - e aí talvez conseguimos entrar em um looping de sorrisos ao parar e enxergar o quão boas podem ser as cenas no mundo. Cenas? Coisas. E cenas.
Ou seja então vamos sorrir, ou então pelo menos tatuar um sorriso afinal quantidade par de tatuagens dá azar.
E sem esquecer do azar afinal se nada é eterno tampouco a sorte é. Como dizia aqula música, "impossível viver só sorrindo".

domingo, 11 de agosto de 2013

"Mimimi", ou a lição do Tengo

Pra começar algo temos que de fato começar, não só planejar... e tipo, marcar uma data.
Por exemplo, samba de coco. Morena bonita só dança em samba de coco. Ou seja, se queremos morenas bonitas, temos que ir atrás dos cocos. Escrever a partitura do samba não é o suficiente.
Pra começar a mudar de idéia temos que pensar em uma nova idéia, ver uma nova idéia. Mas refletir não basta. Precisa-se viver essa nova idéia.
"Brand new eyes" não bastam.
E a chamada mudança de atitude não pode ser adiada; se for, não acontecerá.
Afinal "temos tão pouco tempo". Então porque parece que sobra tão tanto tempo?
Porque tudo só começa amanhã?

Baseado em domingos reais

terça-feira, 25 de junho de 2013

Sobre a bibliografia.

Chegar a um ponto meio que inominável da vida, em que já se leu tanta coisa e viu e pensou e escreveu, e você vê que cresceu, percebendo de fato o que é vida e o que é crescer e o que é perceber as implicações dos textos, a famosa análise do discurso, e perceber as implicações dos textos que você CONSUMIU, desde contrucionismo social a rpg e magic e darwin e rowling; desde raul seixas a conecrewdiretoria passando por iron maiden fresno e lady gaga; desde fundamentos de trilogias a horóscopos a listas de tatuagens e projetos. O outro grande aspecto desse momento inominável que vou chamar de "Upheaval" ("devolve todas as permanentes para as mãos de seus donos") é o bem-estar. Pleno. Começou no Natal, aonde resolvi simplesmente aproveitar a vida, continuou no encerramento da calourada, aonde com a junção da prova de que não se precisa beber pra perder a vergonha removi cada gota de vergonha no meu corpo (já que perante a liberdade não precisamos de vergonha mesmo), tomou sentido em minha entrada no estágio na Tarsolândia DDD016, e tomou forma no Upheaval. E percebendo que ora pois o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte e que vivemos em nossos amigos depois que morremos porque eles lembram da gente e de que família não é sangue é escolha e que graças a deus amém e mazel tov estamos aqui. O que temos é tempo e palavras, só. E as duas empresas que eu tenho pra tocar adiante, aos meros quase 23 anos, porque por algum motivo ainda tem pessoas fundamentalistas que acham que é fácil ir em quatro festas por semana por mais que isso implique em trabalhar 24 horas por dia, 365 dias por ano. E lembranças, além de palavras e tempo, . Pensar, escrever, falar. E a terceira lição é que é melhor pensar conversando.

“Tell me one last thing,” said Harry. “Is this real? Or has this been happening inside my head?”
Dumbledore beamed at him, and his voice sounded loud and strong in Harry’s ears even though the bright mist was descending again, obscuring his figure.
“Of course it is happening inside your head, Harry, but why on earth should that mean that it is not real?”

Dedicado aos meus padrinhos de casamento, Max e Gabriel, à "Mother", e antes de tudo à minha família (=meus amigos)