sexta-feira, 24 de outubro de 2014
sobre amor.
Ok, passando do clichê, podemos tentar definir (rs) amor a partir de diferenças [Categorizações são diferenciações afinal]. Amor não é like porque é mais forte; não é ódio ou apatia, não é luxúria, não é amizade. Funciona, mas o amor em si continua tão etéreo quanto antes. Clichês constroem algo vago, e contrastes não dizem o que é mas sim o que não é.
Lembro-me de uma frase, "this is love... when you notice someone's absence and hate that absence more than anything, more than you love the presence", ou seja, amor é essa ausência? É sentir essa falta? É aquela saudade que nos faz sonhar e devanear e rememorar todos os dias?
E essa sua falta está em relação com outra falta que sente a sua falta assim como você sente aquela falta.
Mas coisas que saem da falta são vazias "per se", afinal estamos falando de conjuntos vazios se encontrando, - e o que sai de um vazio senão o que a gente traz e tira dele - mas há algo que podemos nomear amor a priori para preencher essa falta, senão as idéias das pessoas envolvidas nesse encontro?
Lembro-me da bíblia - não a parte do amor de jesus (que aliás é uma excelente idéia) - mas a parte em que coube a nós (ao Adão? rs) nomear as coisas. Nomear animaizinhos e plantas é fácil (é?), mas e como nomear algo intangível e tão imaginado a ponto de ser simplesmente imaginário? Como nomear algo que não é amizade ou paixão ou carinho e ao mesmo tempo é tudo isso, e muito mais coisas que ainda não nomeamos?
Vamos conversar e fazer teatros e filmes e músicas e livros e etc até o fim dos tempos sobre isso. O que faz sentido pra mim não é necessariamente o que faz sentido pra você.
Oxitocinas.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
sobre se apaixonar muito facilmente
parece que após muito tempo, após encontrar a única exceção (Paramore, 2009), se chega ao segredo sobre isso, que é se tornar resistente à inerente bad, e só aproveitar o lado bom desse processo; se divertir afinal é o propósito.
No aproveitar a presença e o encontro se aprecia cada aquele detalhe.
Que afinal é o propósito e a causa, o detalhe.
Olhos cinzas são raros quão inesquecíveis.
sábado, 19 de julho de 2014
sobre a vontade de escrever.
solidão tem inúmeras formas, e escrever idem; não é preciso estar sozinho para estar solitário, e vice-versa. assim como escrever é uma impressão de memórias e sensações e idéias e sonhos; parece natural (e essencial) querer compartilhá-los.
e aí dentre o "sonhei ontem que blablabla" (e contar sonho só é bom pra quem conta) e aquela exibição excessiva de vídeos nos smartphones há uma distância. mas a essência é a mesma, não?
os românticos preferem contar histórias, a geração Z prefere mostar o vídeo do que aconteceu.
e a solidão? na nossa era da internet é só ligar o smartphone ou o computador que tenho a sensação de que alguém me ouvirá (???).
só que para se receber uma mensagem é necessário enviar uma.
a vida é um eco.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
notebooks
minha caneta está em meu bolso.
Notebook na tradução literal é: livro de notas (?!?!)
E cá estamos enquanto nossos amigos trabalham - (ou não, porque não estão produzindo nada) - em brinquedinhos que não são livros de notas.
Um caderno não é um "livro de notas",
Um blog também não.
Só se eu (ou você) quiser.
(sem título)
Coisas que nos fazem tão mal (à saude) são as coisas que mais procuramos, porém estas mesmas coisas nos trazem um bem-estar tremendo (talvez duvidável).
Será que realmente estamos à busca deste bem-estar, ou apenas estamos procurando, em tais "coisas" uma fuga das nossas responsabilidades a problemas pra justificar, depois, com somente um "foi mal, tava locão"?
- Denis Aita
quarta-feira, 25 de junho de 2014
sobre a vida.
Não dizendo que a vida é má - acredito que ela seja indiferente a todos nós - mas como o oxigênio ela nos cumprimenta com a mão direita e dá um tapa com a esquerda. Mas não pára por aí, porque logo depois a mão direita te dá um soco tão forte que te derruba no chão e então a esquerda oferece o braço, ajuda a levantar, porque você não quer ficar ali. Então a mão direita faz um carinho na sua cara aonde o tapa da esquerda ainda está ardendo, e daí você acha que esqueceu do soco, e a esquerda faz um cafuné na sua cabeça, antes de dar um soco mais forte ainda que a direita. Tudo se repete inúmeras vezes, e você começa a achar que a dor e o carinho são indistiguíveis um do outro.
Não é bem assim, ou é? "A existência do brócolis não torna o chocolate mais gostoso do que é", mas... peraí. Eu gosto de brócolis. Mais do que chocolate - eu acho.
terça-feira, 3 de junho de 2014
sobre a memória
Quando se cutuca você tem uma memória de um momento muito específico numa conversa que aconteceu em 2009, e porque? Qual o sentido daquela conversa, imaginária, não-utilitária, sem motivo a não ser a arte? A arte do encontro.
Como li em algum lugar, relembrar momentos felizes nos torna mais felizes, e isso é meio claro porque tudo que temos mesmo é nosso corpo e nossa memória; mas parece que aí estamos presos na compulsão de repetição.
Mas se nossa memória é uma historinha(zinha), como poderia não haver repetição?
Somos mesmo roteiristas?